27 de nov de 2009

Chame os Detetizadores




Na gaveta, em volta do armário, debaixo do carpete, no teto, na bancada da cozinha, e dentro do box (chuveiro). Formigas vermelhas bombardeando toda a parte da minha casa. Essas criaturinhas não param por qualquer coisa. Elas têm um objetivo e se dispõem a seguirem até o fim. Para detê-las, é preciso ser mais dura, mais forte, e muito mais determinada.

É assim que as dúvidas entram na vida de alguém. Elas são uma peste que chega de todas as partes; é algo que você viu, um comentário que você ouviu de alguém, uma idéia criada na sua cabeça, ou simplesmente a maneira que você se sente. As dúvidas podem encher a mente de uma pessoa a tal ponto de lhe dar ‘um branco’. Deixando-a simplesmente sem noção de para onde ir ou do que irá fazer em seguida.

Muitas mulheres cristãs se encontram nesse estado mental. Por estarem tão envolvidas em suas dúvidas, a sua fé torna-se inútil. Elas oram e não vêem nada acontecendo. Elas vão à igreja e raramente conseguem receber algum benefício. Tudo dá errado para elas, especialmente na sua vida sentimental – onde geralmente residem as dúvidas em sua maior parte.

Dúvidas, assim como as pestes, surgem de algum lugar. Uma vez encontrando uma brecha em sua vida, elas começam a trazer mais e mais de suas colegas: Preocupações, medos, ansiedades, complexos, tristeza, depressão, pensamentos suicidas, e a lista continua. Elas penetram na vida das pessoas de tal forma que algumas até chegam a pensar em se matar. Não é esse um pensamento estranho? Você passa a vida inteira tentando se manter viva, evitando acidentes, indo ao médico e se afastando do perigo… e daí, você decide se matar?

Mas é exatamente isso que as dúvidas fazem. Elas descontrolam o seu estado mental. Elas são frias como baratas andando em você. Sem mencionar a sujeira que deixam para trás! Já está com nojo? Ótimo! Essa deve ser a nossa reação diante das dúvidas. Se nós pelo menos reagíssemos para com elas da mesma forma pela qual reagimos diante das baratas e de todas as pestes asquerosas que existem por aí, nós retomaríamos o controle de nossas vidas.

Corra delas. Grite se for preciso, mas não deixe que elas subam em você ou teçam teias dentro da sua cabeça. Pegue aquela vassoura e esmague-as bem. Não tenha pena delas – é isso que elas merecem!

Use a sua fé. Fé é crer nas coisas que não se vêem. Se você está com medo, creia que vai dar tudo certo. Se você está ansiosa, confie que ao seu tempo você será agraciada. Se você não tem certeza de qual direção tomar, ore a este respeito e seja sensível à voz de Deus. Que o seu sim seja sim e o seu não seja não. Espirre pesticidas nesse ‘pode ser’, ‘talvez’ ou ‘eu não sei’. Use o melhor pesticida à sua volta, use a sua fé.

E lembre-se, dúvidas vêm para todos, mas elas só infestam aqueles que as permitem lograr uma passagem de entrada. Se por acaso você for um deles, encontre o seu alvo, se focalize e lute contra ele, até que ele se vá completamente. Não se importe com o tempo, porque o que importa não é quão rápido você o controla, mas quão efetivo esse controle se torna a longo prazo. 
(Cristiane Cardoso)
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