5 de nov de 2010

Meu encontro

Estava conversando com uma amiga um dia destes sobre a minha conversão e como conheci meu esposo, e ela me perguntou por que eu ainda não escrevi sobre isso no blogue, então resolvi partilhar com vocês.
Bem a história é um pouquinho longa mas vou tentar resumir.
eu tinha 6 anos (1977) e vivia numa família normal, com um irmão e muito carinho dos meu pais embora os dois viviam entre muitos conflitos, minha mãe servia aos encostos e muita das vezes me levava com ela nas sessões, nas cachoeiras e em outros lugares (me lembro perfeitamente), numa tarde sem mais nem menos desmaiei e quando minha mãe levou me ao médico então foi constatado "disritmia cerebral", minha mãe ficou muito assustada porque segundo o médico eu deveria ter uma série de sintomas e na verdade eu não tinha, nem ataques epiléticos que segundo ele poderia acontecer.
Foi então que minha mãe ficou desesperada e na época ela já tinha ouvido falar da IURD e mesmo seguindo aos "deuses" dela, não pensou duas vezes pegou eu com 6 anos, meu irmão com 2 anos e seguiu até a igreja e lá chegando ela colocou pra fora aquilo que estava causando o problema na minha vida, e ao chegar em casa quebrou tudo o que tinha dos "deuses" que seguia, rasgou as roupas brancas que ela usava nas sessões, lembro que ela pegou pedaço de madeira e dava paulada nas imagens e ia pedaço pra todo lado... fizemos uma corrente de 7 semanas e quando fiz o exame novamente para glória de Deus constatou "normal" sem nenhuma alteração.
Eu era uma criança mas tinha noção daquilo que Deus fez em minha vida, e passei então junto com ela a "frequentar" as reuniões todos os domingos, e isso continuou até minha adolescência; ninguém podia falar mal da IURD ou do Bispo Macedo porque comprava briga comigo.
Na verdade eu era aquela jovem que namora, quer estar perto da pessoa mas também dá uma olhadinha para os lados de vez em quando, eu ia na igreja mas não me decidia.
Então quando eu já estava com 17 anos a minha mãe estava ainda naquele vai e volta, ela fazia as pazes com meu pai e ia para igreja mas bastava meu pai aprontar alguma que ela se afastava, e eu continuava uma religiosa aos domingos.
Embora eu não usava drogas e nem me prostituisse eu vivia em depressão ao ver meu pais brigando tanto, mas eu queria "curtir" ir aos bailes e discotecas como minhas colegas da escola, e num sábado dia 11 de junho de 1988 quando eu vinha de uma festa pela madrugada (1a. vez que eu estava na garupa de uma moto e ainda sem capacete) o rapaz com que eu estava corria muito e eu na garupa com medo dizia "meu Deus me guarda de todo mal" mas foi num cruzamento, eu só lembro do barulho de um carro batendo na moto, quem viu o acidente disse que fui jogada longe e cai de um altura considerada fatal,  quando abri os olhos eu estava  num pronto socorro eu tive traumatismo craniano, levei 12 pontos na cabeça e quando dei por mim dizia meu "Deus me ajude"; fiquei aguardando meus pais chegarem para eu ser transferida para o hospital da polícia, meu pai é militar, para então ser atendida por um neurologista e fazer os exames específicos, fiquei internada uma semana e nesse período minha mãe levou a bíblia, o hinário e um rádio para eu ouvir os programas da IURD, no dia da visita meus amigos lotaram o quarto, eram flores, bombons, todos lá me dando maior apoio.

Recebi alta e fui pra casa sabendo que teria que fazer fisioterapia, e ficar periodicamente fazendo exames da cabeça etc....

Cadê os meus amigos? cade todo mundo? não!!! estou sozinha!!!

amanhã continuo....
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